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Exames descartam presença de metanol em morte investigada em Poços de Caldas

Resultado confirma que Minas Gerais segue sem registros de intoxicação pelo composto químico utilizado na adulteração de bebidas alcoólicas

Exames laboratoriais realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) descartaram a presença de metanol no corpo de um homem de 52 anos, morador de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, que morreu em 14 de novembro. A atualização foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e confirma que o Estado permanece sem casos confirmados de intoxicação pelo composto químico associado à adulteração de bebidas alcoólicas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra atualmente 53 casos confirmados de intoxicação por metanol, resultando em 10 mortes. Em Minas Gerais, sete casos suspeitos foram analisados até o momento — todos descartados.

O caso mais recente investigado no estado havia sido notificado no dia 13 de novembro, em Poços de Caldas. A morte ocorreu no dia seguinte. Segundo a SES-MG, o exame toxicológico afastou qualquer relação com o composto.

“A análise da amostra biológica processada pelo IML resultou negativa para metanol e ácido fórmico”, informou a pasta em nota oficial.

Além de Poços de Caldas, também foram investigadas suspeitas em Belo Horizonte, Açucena, Bom Despacho, Sabará e Itajubá, sem confirmação.

Recomendações e alerta à população

A SES-MG reforça que, diante de qualquer sintoma sugestivo de intoxicação, os pacientes devem buscar atendimento médico imediatamente. A pasta orienta que todos os casos suspeitos sejam comunicados ao CIATox/MG, responsável por oferecer suporte clínico e notificar o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-Minas).

Entre os principais sintomas associados à intoxicação por metanol estão:
• náuseas e vômitos;
• dor abdominal;
• cefaleia intensa;
• confusão mental;
• vertigem;
• perda ou borramento da visão.

Os sinais geralmente surgem entre 6 e 72 horas após o consumo de bebida adulterada.

As autoridades reforçam o alerta para que a população evite bebidas alcoólicas de origem duvidosa, especialmente aquelas comercializadas sem registro, sem rótulo adequado ou a preços muito inferiores aos praticados no mercado.

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