Samsung amplia programa de troca de telefone usado por novo
Sabe aquela história de que o smartphone custa mais que um carro? Pois é, o preço dos celulares escalou tanto que a compra de um novo está cada vez mais parecida com a aquisição de um automóvel.
O aumento consistente dos preços dos smartphones no Brasil alterou de forma estrutural a relação do consumidor com esses produtos. O que antes era uma troca frequente, muitas vezes anual, passou a exigir planejamento financeiro e, em muitos casos, a utilização do aparelho usado como parte fundamental da aquisição de um novo modelo. Nesse cenário, a valorização do smartphone seminovo ganha papel semelhante ao já observado há décadas no mercado de automóveis.
Dados divulgados pela Samsung indicam que os aparelhos da linha Galaxy apresentam hoje maior valor residual no mercado de usados do que em gerações anteriores. A empresa atribui esse movimento à combinação entre maior durabilidade física, suporte prolongado de software e evolução contínua de recursos, fatores que ampliam a vida útil dos dispositivos e sustentam sua atratividade mesmo após alguns anos de uso.
A estratégia de oferecer até sete anos de atualizações de sistema operacional e segurança em modelos selecionados tem impacto direto nesse processo.
Assim como ocorre com veículos que mantêm manutenção em dia e histórico conhecido, smartphones que continuam atualizados tendem a preservar valor. Funcionalidades baseadas em inteligência artificial e melhorias de desempenho entregues via software reforçam essa lógica, mantendo o produto funcional e competitivo por mais tempo.
O uso do aparelho anterior como parte do pagamento tornou-se, para muitos consumidores, condição quase obrigatória para acessar um novo smartphone. Programas de troca funcionam de maneira semelhante ao sistema de valorização de usados no setor automotivo, no qual o veículo antigo reduz o valor financiado do novo. Segundo a Samsung, cerca de 80% dos compradores de um novo Galaxy possuem aparelhos com dois anos de uso ou mais, e aproximadamente 70% optam por entregá-los em programas de recompra.
O que torna o celular antigo atrativo é que a oferta de hardware mais sofisticado e as atualizações o mantém em condições de uso por muitos anos. “Nossa base instalada de smartphones topo de linha vem aumentando nos últimos anos como uma consequência direta da nossa estratégia de não concentrar valor apenas no lançamento de produtos, mas por oferecer um conjunto de evoluções que retém cada vez mais usuários”, explica o diretor de Produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, Rafael Aquino.
Levantamentos de parceiros especializados apontam crescimento relevante no valor residual de modelos Galaxy. Comparações entre gerações mostram que o Galaxy S23 Ultra registrou cerca de 42% de valorização em relação ao S22 Ultra. Já os modelos S24 e S24 FE apresentaram aumento próximo de 57% frente a seus antecessores diretos.
O S23 FE também teve avanço expressivo, com aproximadamente 41% em relação ao S21 FE.
Assim como no mercado de automóveis, esse movimento tende a alterar o comportamento do consumidor. A decisão de compra passa a considerar não apenas preço, design ou recursos imediatos, mas também o valor de revenda futuro e o custo total de uso ao longo do tempo.
Nesse contexto, o smartphone deixa de ser visto como um bem descartável e passa a ocupar um papel mais próximo ao de um bem durável, cuja valorização no mercado de usados se torna peça-chave na renovação do produto. Pelo visto, aquela prática de entregar o celular velho para um familiar vai desaparecer.
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