Chuvas em JF: buscas pela última vítima de soterramento contam com cães que atuaram no RS
As equipes de resgate em Juiz de Fora entraram em uma fase decisiva na busca por Pietro, de 9 anos, a última vítima ainda soterrada após os graves deslizamentos causados pelas fortes chuvas na região. Para intensificar os trabalhos, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais mobilizou cães vindos de Belo Horizonte, especialistas em buscas de alta complexidade. O corpo de um homem foi localizado no bairro Linhares neste sábado (28/2). Com isso, o número de mortos chegou a 70.
Entre os reforços caninos estão Logan e Kali, da raça Pastor Alemão. Os animais são veteranos de operações críticas e trazem a experiência recente nas buscas durante as enchentes no Rio Grande do Sul. A precisão do faro desses animais é o que diferencia uma escavação às cegas.
O tenente André Dutra, que coordena os trabalhos no local, detalhou a importância estratégica dos animais para otimizar o esforço humano e o tempo de resposta:
“O cão consegue identificar um corpo soterrado e indica latindo. Com isso, eu evito mobilizar recurso humano de escavação para uma área onde talvez não tenha nada. O trabalho dos cães abrevia o tempo de busca”, explicou o tenente.
Dinâmica dos trabalhos
A operação é meticulosa. No momento, a instabilidade do terreno e o volume de escombros ainda dificultam o alcance direto ao ponto exato. Segundo o tenente Dutra, a estratégia alterna entre o uso da tecnologia animal e a remoção pesada de detritos.
“A gente ainda não tem acesso aonde o corpo está”, pontuou o tenente, reforçando que a prioridade é a segurança da equipe e a localização exata da vítima.

