PEÇA SUA MUSICA

Delegada e marido autuados por uso indevido de viatura da PC em BH ganham liberdade provisória

Uma delegada e o marido dela, um advogado, autuados após o homem ser flagrado usando uma viatura da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (11), em BH, conseguiram a liberdade provisória após pagarem uma fiança no início da noite. 

O casal teve que desembolsar R$5.673,50, cada, além de não poderem se ausentar da capital mineira e Lagoa Santa, na Grande BH – endereços que foram declarados em audiência de custódia, por mais  de 30 dias, sem autorização judicial. Em caso de descumprimento, ambos poderão ter as prisões preventivas decretadas, conforme previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP).

O fato aconteceu nesta terça-feira (10), quando a delegada da Polícia Civil (PCMG) de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi presa sob suspeita de peculato. A prisão ocorreu após o marido dela ser detido em flagrante conduzindo uma viatura descaracterizada da corporação na pista exclusiva do Move, na região da Pampulha. A servidora foi encaminhada à Casa de Custódia da Polícia Civil.

De acordo com a instituição, a investigação teve início em fevereiro deste ano, após denúncias anônimas e uma manifestação enviada à Ouvidoria do Estado de Minas Gerais. Os relatos indicavam que o advogado utilizava rotineiramente o veículo oficial da Polícia Civil para se deslocar ao trabalho.

Com base nas informações, policiais realizaram uma operação na avenida Antônio Carlos e abordaram o condutor de um Toyota Corolla, modelo 2022. O motorista se identificou como advogado e apresentou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Após a conferência, as autoridades confirmaram que o automóvel pertencia à frota oficial da PCMG e que o condutor não possuía vínculo com o serviço público.

A viatura descaracterizada estava vinculada à delegacia de São José da Lapa, unidade onde a esposa do suspeito é a titular. O homem foi preso e levado ao Ceresp Gameleira, onde aguarda audiência de custódia.

Em nota, a corporação informou que, após os procedimentos de polícia judiciária, o advogado foi encaminhado ao sistema prisional e a servidora à Casa de Custódia. “As investigações prosseguem. 

A PCMG ressalta que não coaduna com desvios de conduta de seus servidores”, afirmou a instituição. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) foi procurada e o retorno é aguardado.

Hoje em Dia

Banner-Basis-Tech