Governo lança hoje o Desenrola 2.0 para renegociação de dívidas com uso do FGTS
O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o programa Desenrola 2.0, uma nova etapa da iniciativa voltada à renegociação de dívidas de pessoas físicas. A principal novidade é a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para quitar ou reduzir débitos, medida que busca ampliar o alcance do programa e facilitar acordos entre consumidores e instituições financeiras.
Entre os principais pontos, estão a previsão de descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor das dívidas, além da redução das taxas de juros, limitadas a cerca de 1,99% ao mês. O programa contempla débitos como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais e financiamento estudantil, com foco especialmente em pessoas de baixa e média renda.
A proposta é permitir que o trabalhador utilize uma parcela do FGTS — estimada em até 20% do saldo — exclusivamente para pagamento de dívidas, não sendo permitido o saque para uso livre. Com isso, o governo pretende substituir dívidas com juros elevados por condições mais acessíveis, com prazos maiores e parcelas reduzidas.
O Desenrola 2.0 também prevê mecanismos para evitar o superendividamento, como restrições ao uso de crédito de alto custo. Ainda assim, a medida gera debate, especialmente pelo uso do FGTS, considerado uma reserva importante do trabalhador, tradicionalmente voltada para situações como desemprego ou aquisição da casa própria.
Em síntese, o programa surge como uma alternativa para reorganização financeira de milhões de brasileiros, mas exige avaliação cuidadosa por parte dos beneficiários quanto ao uso de seus recursos do FGTS.

