Fertilizante orgânico desenvolvido na UFMG busca reduzir emissão de gases
A atividade agrícola está entre as principais emissoras de gases de efeito estufa na atmosfera. O óxido nitroso ( N2O) é uma das substâncias mais difundidas pela prática, originada dos fertilizantes à base de nitrogênio utilizados em larga escala. Com alta capacidade de geração de aquecimento global, o N2O chega a ter um potencial cerca de 300 vezes maior que o gás carbônico para gerar danos à atmosfera.
O fenômeno estimulou pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Solo e Águas Subterrâneas (GPSAS) da UFMG a desenvolver trabalhos visando à descoberta de fertilizantes orgânicos mais sustentáveis e menos agressivos ao meio ambiente. A partir de resíduos da pecuária leiteira, da agroindústria da cana-de-açúcar e da olivicultura, a equipe produziu fertilizantes granulados ricos em matéria orgânica (como esterco bovino e torta de filtro resultante da produção de etanol).
Segundo a mestranda da UFMG e pesquisadora no projeto, Ana Quintanilha, o desafio da equipe era criar melhores fertilizantes, para que o agricultor consiga continuar produzindo e, ao mesmo tempo, também consiga ser sustentável.
“A gente quer fechar esse ciclo. Então, o que a gente produz, por exemplo, o bagaço da cana e o da indústria sucroalcooleira, a gente busca transformar isso em fertilizante. Então, o que era resíduo, que seria jogado fora, a gente transforma e bota de volta no solo de maneira muito mais sustentável”.
Para o professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG e responsável pela pesquisa, Victor Moreira, o resultado evidenciou que os fertilizantes criados conseguem suprir a necessidade da planta com menor risco de lixiviação.
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