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Prefeita diz que renda de até R$ 15 mil já não garante moradia em Balneário Camboriú

A prefeita de Balneário Camboriú (SC), Juliana Pavan, afirmou que trabalhadores com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 15 mil enfrentam dificuldades para pagar aluguel ou adquirir imóveis na cidade catarinense, considerada uma das mais valorizadas do mercado imobiliário brasileiro.

Segundo a gestora, a situação levou a administração municipal a promover mudanças no plano diretor e na legislação de ocupação do solo, com o objetivo de estimular a construção de moradias menores e mais acessíveis para trabalhadores que hoje acabam residindo em cidades vizinhas, como Camboriú e Itajaí.

De acordo com dados do índice FipeZap citados pela prefeita, o valor médio do metro quadrado em Balneário Camboriú alcançou R$ 15.215, o segundo mais caro do país, atrás apenas de Itapema, também no litoral catarinense.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, reproduzida pela Itatiaia, Juliana Pavan afirmou que o crescimento vertical impulsionado pelo plano diretor de 2006 transformou o perfil imobiliário da cidade, tornando necessário ampliar a oferta de habitações compactas e com menor padrão construtivo para atender profissionais de diversas áreas.

A proposta aprovada pela Câmara Municipal permite a construção de apartamentos com menos de dois quartos, buscando criar alternativas habitacionais para trabalhadores que, apesar da renda considerada elevada para a média nacional, já não conseguem arcar com os custos de moradia em Balneário Camboriú.

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