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Quando a tela vira o mundo: especialistas alertam pais sobre sinais de uso excessivo

O uso de celulares, redes sociais e aplicativos merece atenção dos pais quando começa a substituir experiências importantes da vida real, como brincadeiras, convivência familiar, relações sociais, estudos e momentos de descanso.

Segundo o psicólogo Claudio Paixão, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o principal sinal de alerta não está apenas na quantidade de horas que crianças e adolescentes passam diante das telas, mas principalmente no que deixam de fazer para permanecer conectados.

O especialista explica que a situação se torna preocupante quando o uso da tecnologia começa a prejudicar o desempenho escolar, a convivência social e as relações pessoais, levando ao afastamento do mundo real.

Na adolescência, o cenário pode ser ainda mais delicado. A busca por curtidas, seguidores e comentários pode se transformar em uma constante procura por aprovação, enquanto o medo de ficar de fora, conhecido como FOMO, mantém muitos jovens permanentemente conectados.

Outro ponto de atenção é o uso de telas durante a noite. A redução ou a piora da qualidade do sono pode prejudicar a concentração, a aprendizagem e o controle das emoções.

Para o psicólogo, os responsáveis devem observar se atividades como brincar, estudar, conviver com outras pessoas e dormir estão perdendo espaço para o celular. Quando a ferramenta passa a ocupar o lugar das experiências da vida real, o uso das telas deixa de ser apenas entretenimento e se torna um sinal de alerta.

A reportagem foi publicada neste sábado, 5 de setembro de 2026.

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