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Mãe reconhece suspeito após filho ser morto a tiros e ajuda PM a prender dois na Grande BH

O reconhecimento feito pela mãe de um adolescente de 17 anos morto a tiros levou a Polícia Militar até dois suspeitos do homicídio em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu na manhã deste sábado (3), no bairro Roça Grande.

Segundo a Polícia Militar, o adolescente foi atingido por sete disparos na porta de casa. Ele foi socorrido por um primo e levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sabará, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia encontrou estojos de munição calibre 9 milímetros no local.

A mãe contou aos militares que estava dentro de casa quando ouviu os tiros. Ao sair, encontrou o filho ferido e viu um homem armado e mascarado. O suspeito teria corrido até um Fiat Palio, onde havia outros quatro homens, e deixado o local. A mulher conseguiu reconhecer um dos ocupantes do veículo.

A identificação levou os policiais até um jovem de 18 anos, conhecido pelo apelido de “Cueca”. Conforme o registro policial, ele negou inicialmente participação no crime, mas depois admitiu que estava no carro. Aos militares, teria relatado que apontou um revólver para a mãe da vítima durante a ação e que outros quatro homens teriam participado do ataque.

Durante as buscas, a PM chegou a um segundo suspeito, de 28 anos. Uma submetralhadora calibre 9 milímetros foi encontrada escondida próximo à escada da residência dele. A arma foi apreendida e deverá passar por perícia para verificar se há relação com o homicídio. O Fiat Palio que teria sido utilizado pelo grupo também foi localizado e apreendido.

Adolescente já havia sido ameaçado

Ainda segundo o relato da mãe, o adolescente vinha sendo ameaçado antes do homicídio. Ele era apontado como suspeito de furtos na região, incluindo um caso em uma escola.

A mulher relatou que homens chegaram a ir até a residência da família para ameaçar o jovem. Conforme o depoimento, ele teria se escondido dentro de casa enquanto os homens diziam que o matariam caso continuasse praticando furtos.

A Polícia Civil de Minas Gerais ficará responsável pela investigação do homicídio e deverá apurar a participação dos envolvidos e a motivação do crime.

Fonte: O TEMPO

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