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Defesa Civil de Minas reforça monitoramento diante de El Niño com previsão de calor, seca e tempestades

A Defesa Civil de Minas Gerais mantém monitoramento constante diante da previsão de intensificação do El Niño nos próximos meses. O fenômeno climático pode provocar alterações no regime de chuvas e nas temperaturas, com possibilidade de períodos de seca, incêndios florestais, calor intenso e tempestades em diferentes regiões do Estado.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), há 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A previsão é de que o fenômeno permaneça ativo até o primeiro trimestre de 2027.

O chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador estadual da Defesa Civil de Minas Gerais, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, afirmou que o cenário exige planejamento e acompanhamento permanente.

“Temos uma expectativa que os efeitos do El Niño podem ser fortes. Por isso, precisamos achar um equilíbrio: não criar pânico, mas também não ignorar. Esse evento está sendo monitorado de forma constante”, afirmou o coronel à Itatiaia.

Impactos diferentes em Minas

Por causa da extensão territorial de Minas Gerais, os efeitos do fenômeno podem variar entre as regiões. Segundo a Defesa Civil, algumas áreas podem enfrentar períodos de seca, aumento do risco de incêndios florestais e problemas respiratórios associados às condições de baixa umidade e calor.

Em outras regiões, a previsão é de ocorrência de chuvas mais intensas, com possibilidade de enxurradas e inundações.

O cenário também preocupa setores como agricultura e pecuária. Por isso, a Defesa Civil trabalha em conjunto com outras áreas do poder público para preparar os municípios para eventuais situações de emergência.

Entre as medidas estão capacitações envolvendo profissionais das secretarias municipais de Saúde e Agricultura, além das equipes de Defesa Civil.

O que é o El Niño

O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal e persistente das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A alteração interfere na circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

No Sudeste, o fenômeno está associado à possibilidade de temperaturas mais elevadas, ondas de calor e distribuição irregular das chuvas durante a primavera e o verão.

O atual cenário também exige atenção diante da ocorrência de eventos extremos. Nos últimos dias, por exemplo, centenas de municípios mineiros chegaram a ficar sob alerta para tempestades, com previsão de chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo.

Itatiaia

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