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Três militares mortos em queda de avião da PMMG são sepultados em Belo Horizonte

Os três policiais militares que morreram na queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foram sepultados neste domingo (11), no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte. O acidente aconteceu na sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso.

Antes do sepultamento, os corpos foram velados na Academia de Polícia Militar, no bairro Prado, na Região Oeste da capital. A cerimônia reuniu familiares, amigos, colegas de farda e autoridades, em uma despedida marcada pela comoção.

As vítimas são o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, de 49 anos, e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida.

Militares tinham trajetória na aviação policial

O tenente-coronel Luís Fernando Silvestre comandava o Comando de Aviação do Estado (Comave). Com 24 anos de carreira na Polícia Militar, dedicou 19 anos à aviação de segurança pública e acumulava mais de 5 mil horas de voo.

Gabriela Emília Soares Lacerda Resende era mãe de dois filhos e havia retornado recentemente da licença-maternidade. Ela entrou para a história da corporação como a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa no Comave.

A tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, natural de Governador Valadares, também atuava como piloto da Polícia Militar e estava no início de sua trajetória na aviação da corporação.

Governador e comando da PM prestam homenagens

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, participou da despedida e lamentou a perda dos três militares. Ele destacou a experiência profissional de Silvestre, a conquista histórica de Gabriela e a carreira de Alice.

A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cleide Barcelos, também prestou homenagem aos colegas e agradeceu aos policiais que mantiveram suas atividades mesmo diante da tragédia.

A cerimônia contou com honras militares, incluindo salva de tiros e marcha fúnebre. Os ritos de despedida foram reservados aos familiares e amigos.

Causas da queda serão investigadas

A aeronave, identificada como Pégasus 17, era um bimotor Beechcraft King Air 300, de prefixo PP-EJO. Segundo a PMMG, os militares realizavam um procedimento periódico de rechecagem de proficiência dos pilotos.

A corporação informou que a manutenção do avião estava em dia e que a documentação era válida. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Até o momento, as causas da queda não foram determinadas.

Fonte: Estado de Minas.

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