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Câncer colorretal mata 15,9 mil pessoas em Minas Gerais desde 2020, aponta levantamento

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, provocou 15.900 mortes em Minas Gerais entre 2020 e 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulgados pelo jornal O TEMPO neste sábado (17). O número reforça o alerta de especialistas para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A doença atingiu o maior número anual de mortes em 2024, quando foram registrados 2.658 óbitos no estado. Em 2023, foram 2.504 mortes, enquanto em 2025 o total chegou a 2.610. Os dados de 2026, ainda parciais, contabilizam 1.670 óbitos.

A oncologista Thaís Passarini, do Instituto Oncoclínicas, destaca que o cenário preocupa porque o câncer colorretal apresenta grandes possibilidades de cura quando identificado nas fases iniciais.

Segundo a especialista, o volume de mortes pode refletir tanto a ocorrência da doença quanto dificuldades para obter diagnóstico e tratamento no momento adequado.

Pandemia pode ter contribuído para o aumento dos casos

A redução de exames preventivos e a interrupção de procedimentos eletivos durante a pandemia de Covid-19 podem ter contribuído para o cenário atual. Com a diminuição da procura por serviços de saúde naquele período, parte dos diagnósticos pode ter ocorrido mais tarde.

Entre os principais fatores de risco estão o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e uma alimentação inadequada, especialmente quando há consumo frequente de carnes processadas e alimentos ultraprocessados e baixa ingestão de fibras.

Quais sinais merecem atenção?

O câncer colorretal pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, o acompanhamento médico e os exames de rastreamento são importantes, mesmo quando a pessoa se sente bem.

Entre os sinais que merecem avaliação médica estão:

  • Sangue nas fezes;
  • Mudanças persistentes no funcionamento intestinal, como diarreia ou prisão de ventre;
  • Dor ou desconforto abdominal recorrente;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Fraqueza e anemia sem explicação conhecida.

A presença desses sintomas não significa necessariamente câncer, mas deve ser investigada por um profissional de saúde.

Prevenção e diagnóstico precoce

A adoção de hábitos saudáveis, com alimentação rica em fibras, consumo de frutas, verduras e legumes, prática regular de atividade física e manutenção do peso adequado, pode ajudar a reduzir o risco da doença.

O rastreamento e os exames indicados por profissionais de saúde também são fundamentais. A colonoscopia permite identificar alterações no intestino e retirar pólipos que, em alguns casos, poderiam evoluir para tumores malignos.

No Sistema Único de Saúde (SUS), os pacientes podem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber orientação sobre prevenção, avaliação de sintomas e exames indicados para cada situação.

O alerta dos especialistas é que não se deve esperar o aparecimento de sintomas para conversar com um profissional sobre o rastreamento adequado.

Fonte da matéria: O TEMPO.

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