Após 420 dias afastada, delegada esposa de réu pela morte de gari retorna ao trabalho em Minas
A delegada Ana Paula Lamego Balbino retornou às atividades na Polícia Civil de Minas Gerais após permanecer 420 dias afastada por sucessivas licenças médicas. Ela é esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte, em agosto de 2025.
Conforme publicação no Diário Oficial do Estado, a delegada voltou ao serviço no dia 7 de outubro. Apesar do retorno, ela recebeu um ajustamento funcional de 120 dias, válido até janeiro de 2027, para adequar suas atividades profissionais às suas atuais condições físicas e psicológicas.
Delegada foi transferida para setor administrativo
Durante o período de afastamento, a Polícia Civil alterou a lotação da servidora. Antes titular da Casa da Mulher Mineira, unidade que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica na capital, Ana Paula foi transferida para a Diretoria de Administração e Pagamento de Pessoal, vinculada à Superintendência de Planejamento, Gestão e Finanças.
A mudança foi determinada pela chefia da Polícia Civil em agosto, por interesse da administração pública. Segundo a publicação oficial, a medida considerou o afastamento da delegada por período superior a 180 dias, situação que permite a readequação de lotação conforme a legislação da instituição.
Arma registrada em nome da delegada foi citada na investigação
O marido da delegada responde judicialmente pela morte do gari Laudemir, ocorrida em 11 de agosto de 2025. Segundo as investigações mencionadas na reportagem de O Tempo, o disparo que atingiu a vítima partiu de uma arma registrada em nome de Ana Paula.
Dois dias após o crime, a delegada apresentou o primeiro atestado médico, dando início à sequência de afastamentos que se estendeu por mais de um ano.
A reportagem de O Tempo informou que procurou a Polícia Civil e a defesa da delegada para obter posicionamentos sobre o retorno ao trabalho, mas ainda aguardava resposta na publicação desta quinta-feira (15).
Fonte: O Tempo

