Casal é preso suspeito de alterar reconhecimento facial e realizar saques e empréstimos bancários
Um casal foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) suspeito de integrar uma organização criminosa especializada em falsificar a biometria de pessoas e realizar empréstimos e saques bancários. A dupla foi detida na última quarta-feira (6/5), no Aeroporto de Brasília. Até o momento, seis pessoas registraram boletins de ocorrência denunciando a fraude. Uma segunda mulher, também apontada por participar da fraude, está foragida.
As investigações começaram em fevereiro deste ano, quando uma das vítimas, moradora de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, procurou a polícia para denunciar que teve o acesso da sua conta digital perdido. O golpe foi percebido depois que a pessoa perdeu acesso ao seu aparelho celular. Ao procurar uma agência do banco, a vítima descobriu que os suspeitos alteraram sua biometria.
De acordo com o delegado, Alessandro Santa Gema, as investigações mostraram que, em posse de documentos falsos, um dos suspeitos foi até a agência, se passando pela vítima, e alegou que havia perdido o celular e, por isso, precisava fazer um novo reconhecimento facial. Após assumir a identidade da vítima, os autores fizeram saques e empréstimos em seu nome. Ao todo, o mineiro teve um prejuízo de R$ 100 mil.
Santa Gema explica que os autores foram identificados por meio da própria biometria facial, cadastrada junto à instituição financeira. “Nós conseguimos o reconhecimento facial a partir de troca de informações e pesquisas em redes sociais. Com isso, nós chegamos à identidade dessas pessoas”.
Após a identificação dos suspeitos, a polícia descobriu que eles já haviam aplicado o golpe em Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Ceará e Rio de Janeiro.“Nós ficamos um pouco surpresos com essa ousadia do grupo, principalmente por eles terem comparecido às agências”.
Prisão
O casal foi preso de maneira preventiva quando voltavam de uma viagem em família, no Ceará. A dupla mora no Distrito Federal. Com eles, a polícia apreendeu aparelhos celulares e oito mil doláres. Os telefones, segundo a PCMG, eram usados nas ações criminosas.
No momento da abordagem, a terceira suspeita, uma mulher de 35 anos, não foi encontrada. Conforme o delegado Alessandro, familiares da foragida estavam no local e, por isso, há suspeita dela ter sido informada.
Além disso, a Polícia Civil acredita que possa haver outras pessoas envolvidas no esquema. O grupo pode responder criminalmente por estelionato, associação criminosa e uso de documento falso
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