Casal suspeito de matar Beatriz Vitória foi a festa dois dias após desaparecimento da jovem
Uma fotografia obtida pela Rádio Itatiaia mostra o ex-namorado de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, e a atual companheira dele em uma festa realizada em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, dois dias depois do desaparecimento da jovem.
Samuel Castro Melo, de 18 anos, e Carla Luiza da Silva, de 23, aparecem abraçados e vestidos com roupas de montaria no registro feito no domingo (11). Beatriz havia sido vista pela última vez em 9 de outubro, quando saiu de um bar no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas.
O casal foi preso pela Polícia Civil na quarta-feira (21), após o corpo da jovem ser encontrado enterrado em uma cova rasa no município. A vítima estava com as mãos amarradas para trás por um pedaço de arame. A causa da morte ainda depende de laudo médico-legal.
Adolescente indicou local onde o corpo estava enterrado
As investigações avançaram após uma adolescente de 15 anos relatar à polícia que esteve com os suspeitos no dia em que Beatriz desapareceu. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem indicou aos investigadores a região onde o corpo poderia estar.
Em depoimento, a adolescente afirmou que entrou em um carro com Samuel e Carla e que, posteriormente, Beatriz também passou a acompanhá-los. O grupo seguiu até uma área de lotes vagos conhecida como Terra dos Portugueses.
Ainda conforme o relato registrado pela polícia, Samuel e Carla se afastaram com Beatriz para uma área que não podia ser vista do veículo. A adolescente disse ter esperado entre 30 minutos e uma hora, mas a jovem não retornou ao carro.
A testemunha indicou o local aos investigadores, que realizaram buscas e encontraram o corpo enterrado. As circunstâncias da morte continuam sob investigação.
Suspeitos negam envolvimento, segundo as defesas
O advogado de Samuel, Dracon Cavalcante, apresentou uma versão diferente da relatada pela adolescente. Segundo ele, o jovem teria marcado um encontro com a adolescente e afirmou que Beatriz foi colocada no carro durante um desentendimento entre as duas mulheres.
De acordo com a defesa, Samuel disse que não participou da agressão e deixou o local sem saber o que teria acontecido com Beatriz. O advogado também negou o envolvimento de Carla no crime.
A defesa de Carla, por sua vez, informou que ela nega os fatos e optou por exercer o direito constitucional ao silêncio durante os procedimentos policiais.
As versões apresentadas deverão ser confrontadas com os depoimentos, os vestígios periciais e os demais elementos reunidos pela Polícia Civil. Os dois permanecem suspeitos, e a participação individual de cada um ainda precisa ser esclarecida pela investigação.

