Corpo de corretora mineira desaparecida é encontrado em mata
O desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, terminou de forma trágica. Após mais de um mês sem notícias, o corpo da mineira foi encontrado em uma área de mata em Caldas Novas, em Goiás. A confirmação foi feita pela Polícia Civil, que também prendeu o síndico do prédio onde Daiane morava, Cleber Rosa de Oliveira, de 50 anos, apontado como principal suspeito, além do filho dele.
As imagens divulgadas pela polícia revelam que o corpo estava em uma região de mata íngreme, o que reforça a complexidade do crime e levanta novos questionamentos sobre a dinâmica do desaparecimento.
Denúncia por perseguição antecedeu a prisão
Poucos dias antes da localização do corpo, o Ministério Público de Goiás denunciou Cleber por perseguição contra Daiane. Segundo a acusação, o síndico teria adotado uma conduta reiterada de ameaças, comprometendo a integridade física e psicológica da vítima, além de restringir sua liberdade e privacidade. A informação foi confirmada pela família da corretora à Rádio Itatiaia.
Últimos registros antes do sumiço
Daiane foi vista pela última vez descendo do elevador do prédio onde morava, em direção ao subsolo. Antes disso, ela gravou vídeos que acabariam se tornando peças-chave da investigação.
Nas imagens, Daiane mostra o corredor do edifício, o disjuntor e relata que seu apartamento estava sem energia elétrica, apesar de o restante do prédio estar com luz. Em seguida, ela chama o elevador para tentar resolver o problema no subsolo, local de onde nunca mais voltou.
Segundo a mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, a filha decidiu ir até o subsolo para tentar religar a energia do imóvel.
Histórico de conflitos e agressão registrada
Além do desaparecimento, a família afirma que Daiane já havia sido agredida anteriormente pelo síndico. Fotos e vídeos mostram arranhões no rosto da corretora enquanto ela questiona a falta de água no apartamento.
Esses registros reforçaram as suspeitas de perseguição e violência, que agora integram oficialmente a investigação criminal.
Câmeras sem respostas e perícia em andamento
Um dos pontos que mais intriga familiares e investigadores é o fato de o prédio contar com 165 apartamentos e sistema de monitoramento por câmeras, sem que haja registros da saída de Daiane, da movimentação de veículos ou de qualquer imagem conclusiva naquele dia.
Para avançar nas investigações, a Polícia Civil apreendeu objetos pessoais da vítima, como notebook e escova de cabelo, que passaram por análise pericial. O material pode ajudar a esclarecer os últimos passos da corretora e a participação dos suspeitos.
Caso segue sob investigação
Com a prisão do síndico e do filho, a Polícia Civil agora busca esclarecer as circunstâncias da morte, a motivação do crime e a possível participação de outras pessoas. O caso segue em investigação e novas informações podem surgir nos próximos dias.
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