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Criminosos que enganavam idosos em BH desviaram R$ 1,6 milhão de instituição financeira

Uma quadrilha especializada em aplicar golpes contra idosos em agências bancárias de Belo Horizonte foi alvo de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que resultou na prisão de um suspeito em São Paulo e no indiciamento de outros três integrantes. Ao todo, o grupo teria causado prejuízo superior a R$ 200 mil a vítimas na capital mineira e cerca de R$ 1,6 milhão a uma instituição financeira em diferentes estados.

De acordo com a PCMG, as investigações começaram após diversos registros de ocorrências feitos por vítimas — em sua maioria pessoas idosas — que relataram prejuízos após serem abordadas por suspeitos dentro de agências bancárias na capital mineira. Ao todo, mais de 30 vítimas foram identificadas durante as apurações.

De acordo com a PCMG, as investigações começaram após diversos registros de ocorrências feitos por vítimas — em sua maioria pessoas idosas — que relataram prejuízos após serem abordadas por suspeitos dentro de agências bancárias na capital mineira. Ao todo, mais de 30 vítimas foram identificadas durante as apurações.

De acordo com o delegado Alessandro Santa Gema, o grupo atuava de forma organizada e com divisão de tarefas. “Enquanto um dos integrantes abordava e distraía a vítima no interior da agência, outro realizava as transações fraudulentas nos caixas eletrônicos. Havia ainda participantes responsáveis pelo suporte logístico e pelo monitoramento do ambiente externo das agências durante a execução dos golpes”, explicou.

Prejuízo

Conforme a instituição, somente em Belo Horizonte, foram identificados 34 crimes ao longo de 2025, causando prejuízo superior a R$ 200 mil às vítimas. Levantamentos realizados junto à instituição financeira apontam que o mesmo grupo teria causado prejuízo de cerca de R$ 1,6 milhão ao banco, em golpes aplicados em diferentes estados, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Durante as investigações, a PCMG analisou imagens de câmeras de segurança das agências, ouviram vítimas e testemunhas e realizaram procedimentos formais de reconhecimento que ajudaram a identificar a dinâmica da organização criminosa.

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As apurações também indicaram que os suspeitos possuem extensa ficha criminal e seriam integrantes de uma organização com origem em São Paulo, que se deslocava periodicamente para outros estados para aplicar golpes semelhantes.

Ao final do inquérito, três homens, de 41, 44 e 50 anos, foram formalmente indiciados pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e receptação. Segundo a PCMG, a organização criminosa pode ser composta por 13 a 18 integrantes.

HD

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