Diarista acusada de matar casal de idosos em Belo Horizonte é presa em Itabira
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foi presa pela Polícia Civil na madrugada desta quinta-feira (2), em Itabira, na região Central de Minas Gerais.
De acordo com informações apuradas, a mulher estava hospedada em um hotel da cidade acompanhada do filho, de 6 anos. Durante a abordagem, ela teria confessado o crime aos policiais. Parte dos objetos roubados do apartamento das vítimas também foi localizada com a suspeita.
Os corpos do casal foram encontrados no início da tarde da última terça-feira (30), no apartamento onde moravam, em Belo Horizonte. O encontro foi feito pelo filho das vítimas, que decidiu ir até o local após estranhar a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam como sócios.
Em entrevista à imprensa, o sobrinho do casal, Henrique Maciel, relatou que a família começou a desconfiar do desaparecimento após o advogado não comparecer aos compromissos profissionais na segunda-feira (29).
Segundo o boletim de ocorrência, imagens das câmeras de segurança do edifício registraram a entrada da suspeita no condomínio às 7h30 e sua saída por volta das 15h30. As gravações mostram que ela deixou o local usando roupas diferentes das que vestia ao chegar e carregando duas sacolas grandes. Uma delas foi reconhecida pelo filho das vítimas como pertencente à mãe.
Durante as investigações, policiais estiveram na residência da suspeita. Uma tia de Paola informou que ela chegou em casa na noite de segunda-feira com uma mochila preta, afirmando que havia ganhado o objeto. Já na manhã seguinte, a diarista reuniu seus pertences e os do filho e deixou o imóvel, dizendo que seguiria para um hotel ou viajaria para o Espírito Santo.
Além do duplo homicídio, a investigação aponta o furto de uma gaveta contendo semijoias e de dois aparelhos celulares, um iPhone 15 e um iPhone 16 Pro Max.
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias e a motivação do crime.

