Fhemig alega impactos com greve e adia mais de 30 cirurgias eletivas em hospitais de BH
A paralisação de servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), iniciada nessa terça-feira (17/3), já provoca impactos na rede pública de saúde, com o adiamento de cirurgias eletivas em hospitais de Belo Horizonte.
De acordo com a Fhemig, no Hospital João XXIII foram adiados, até o momento, 23 procedimentos programados. Já no Complexo de Especialidades — que reúne os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti — oito cirurgias eletivas também precisaram ser remarcadas.
Segundo a fundação, os atendimentos de urgência e emergência seguem sendo realizados normalmente em todas as unidades. Nas demais unidades da rede, a adesão à paralisação foi considerada pontual, sem interrupção dos atendimentos assistenciais.
A Fhemig informou que as equipes estão entrando em contato com os pacientes afetados para reavaliar os casos e reorganizar as agendas, priorizando situações de maior gravidade. “O objetivo é assegurar que os procedimentos sejam realizados com a maior brevidade possível e com segurança”, informou em nota.
Por fim, a entidade ressaltou que acompanha a situação de forma contínua e que adota medidas para garantir o funcionamento dos serviços hospitalares, reforçando o compromisso com a assistência à população do Sistema Único de Saúde (SUS).
Greve continua por tempo indeterminado
Sem acordo e sem uma proposta apresentada pelo governo estadual, trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em uma reunião realizada na tarde desta quarta-feira (18/3), em frente à Assembleia Legislativa (ALMG), no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
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A paralisação deve seguir até que o governo apresente uma proposta considerada satisfatória pelos trabalhadores. “A greve é por tempo indeterminado, até que haja uma proposta por parte do governo que resolva os problemas que motivaram o movimento”, explicou o presidente da Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) e do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros), Carlos Martins.
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