Homem vive 271 dias com rim de porco em estudo liderado por médico brasileiro
O paciente, Tim Andrews, sofria de doença renal em estágio terminal provocada pelo diabetes tipo 2 e dependia de sessões de diálise antes do procedimento.
Após receber o rim de porco, o órgão começou a funcionar imediatamente, permitindo que Andrews interrompesse a rotina de diálise. O transplante foi realizado em 2025 e o rim permaneceu funcional por 271 dias.
O procedimento é considerado um marco para o xenotransplante, técnica que estuda a utilização de células, tecidos ou órgãos de animais em seres humanos.
O órgão utilizado no transplante passou por dezenas de modificações genéticas para reduzir as chances de rejeição pelo organismo humano. Os pesquisadores utilizaram técnicas de edição genética para retirar características capazes de provocar forte reação imunológica e aumentar a compatibilidade do tecido suíno com o corpo do paciente.
Após cerca de nove meses, o rim de porco apresentou falha e precisou ser removido. Andrews voltou a realizar sessões de diálise por 82 dias até receber, posteriormente, um rim de doador humano.
Segundo a equipe responsável pelo estudo, o caso demonstrou a possibilidade de utilizar órgãos de animais como uma alternativa temporária para pacientes que aguardam por um transplante convencional.
O resultado representa um avanço nas pesquisas sobre xenotransplantes e pode abrir novas perspectivas para pessoas que enfrentam longos períodos de espera por um órgão compatível.

