Justiça mantém condenação de hospital por morte após atraso em cirurgia de apendicite em MG
A Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de um hospital pela morte de uma jovem de 21 anos após demora no tratamento de apendicite. A indenização por danos morais, no valor de R$ 50 mil, será paga à mãe da paciente.
A decisão é da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que entendeu que houve falha no atendimento. Segundo o relator, as provas mostram que o hospital demorou a tomar as medidas necessárias e insistiu em um tratamento que não estava funcionando.
A paciente foi internada em 2013 com apendicite, mas não passou por cirurgia imediata. O médico optou por outro procedimento, mesmo com piora do quadro. Dias depois, ela desenvolveu infecção generalizada, com falência de órgãos.
Ela chegou a ser levada para a UTI e passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu e morreu.
A família alegou que a demora no tratamento contribuiu para a morte. O hospital tentou se defender dizendo que o caso era grave e que não houve erro, mas a Justiça não aceitou o argumento.
Além disso, um processo no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) também apontou falhas na conduta do médico, como imprudência e negligência.
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