Justiça nega habeas corpus, e Renê Júnior seguirá preso pela morte do gari Laudemir
O empresário Renê Júnior, preso pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte, teve o habeas corpus negado pela Justiça mineira pela segunda vez. A decisão unânime da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (8) mantém a prisão preventiva do acusado.
No pedido, a defesa solicitou a revogação da prisão preventiva, com a imediata expedição do alvará de soltura e, subsidiariamente, que seja deferida a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas.
O relator do processo, desembargador Maurício Pinto Ferreira, entendeu, entre outros motivos, que a gravidade e a repercussão do delito, bem como a ausência de condições pessoais favoráveis, impedem a modificação da prisão preventiva do acusado. Os desembargadores Henrique Abi-Ackel Torres e Âmalin Aziz Sant’Ana acompanharam integralmente o voto do relator.
Relembre o caso
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em 11 de agosto de 2025, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior saiu de casa no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, com destino ao trabalho, em Betim, com uma pistola semiautomática Glock, calibre .38, dentro do carro.
Ao atingir o cruzamento das ruas Modestino de Souza e Jequitibá, no bairro Vista Alegre, na região Oeste de Belo Horizonte, o homem se irritou com a retenção do trânsito no local, devido à passagem de um caminhão de coleta de lixo urbano.
Mesmo com a indicação dos garis de que era possível seguir o trajeto e passar com o carro pela via, o denunciado, exaltado, apontou a arma em direção à motorista do caminhão e a ameaçou. Em seguida, fez um disparo que atingiu Laudemir.
A vítima chegou a ser socorrida, mas deu entrada no atendimento médico já sem vida. O empresário foi localizado e preso horas depois do crime, em uma academia da região Oeste da Capital.
Hoje em dia

