Medalhista de prata pela Seleção Brasileira anuncia aposentadoria do vôlei
Ana Beatriz Correa, conhecida como Bia, anunciou a aposentadoria do vôlei neste domingo (5). Em publicação nas redes sociais, a ex-central de 34 anos se despediu das quadras, mas indicou que seguirá envolvida dentro do esporte no decorrer da vida.
Bia foi vice-campeã olímpica pela Seleção Brasileira Feminina em Tóquio, em 2020. Ela passou por grandes clubes do voleibol brasileiro como Osasco, Sesi e Sesc-RJ. Além disso, atuou também na Itália, Turquia e Estados Unidos.
Além da medalha de prata nas Olimpíadas, Bia conquistou o Grand Prix e três vice-campeonatos da Liga das Nações pela Seleção.
A central jogou as duas últimas temporadas no Madison, na League One Volleyball (LOVB), nos Estados Unidos.
Veja o comunicado da ex-jogadora em suas redes sociais:
Hoje eu me aposento do vôlei. E ainda é estranho escrever isso. Porque como é que a gente se despede de algo que foi tão parte da nossa vida… sem sentir que está deixando um pedaço de si para trás?
O vôlei me deu tudo. Me deu identidade, disciplina, propósito, amizades, memórias, dores, vitórias, derrotas, amadurecimento… Me deu o mundo. Me deu versões de mim que eu nem conhecia.
E, acima de tudo, me deu emoções que eu vou carregar para sempre.
Como diz Roberto Carlos:
“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.” E eu vivi. Vivi intensamente. Fui MUITO feliz. Feliz nas quadras, nos treinos, nas viagens, nas conquistas, nos desafios, nos dias bons e também nos dias difíceis. Porque mesmo quando doeu… ainda era amor.
E talvez seja exatamente isso que torna esse momento tão difícil. Porque quando acaba algo que a gente ama tanto, fica aquela pergunta silenciosa dentro do peito:
“Agora o que vamos fazer? Eu também não sei…”
Mas talvez o amor de verdade seja isso também: entender que ele muda de forma, mas não acaba.
E disse o Jota Quest:
“Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender”
“Se isso não é amor, o que mais pode ser?”
Hoje eu encerro um ciclo dentro de quadra.
Mas não encerro a minha história com o vôlei.
Porque ele continua em mim.
Continua no meu olhar, na minha entrega, na minha paixão pelo jogo, no meu jeito de viver o esporte.
E é por isso que, a partir de agora, sigo de uma nova forma!
Talvez sem a bola na mão como antes,
mas com o mesmo coração.
Hoje não é um adeus.
É uma transformação.
E se uma parte de mim chora pela atleta que se despede,
outra parte sorri MUITO pela mulher que continua.
Obrigada, vôlei.
Por tudo.
Por tanto.
Por mim.
EU FUI MUITO FELIZ JOGANDO, MAS CALMA VOLEI QUE AINDA TEMOS MUITA COISA PRA VIVER JUNTOS
Itatiaia

