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Naufrágio com migrantes deixa 139 mortos e 84 desaparecidos na costa da África

Embarcação transportava 305 pessoas do Djibuti para o Iêmen; entre as vítimas estão pelo menos 15 crianças, segundo a Organização Internacional para as Migrações.

Um naufrágio na costa do Djibuti, no Chifre da África, provocou a morte de pelo menos 139 migrantes e deixou outras 84 pessoas desaparecidas. A tragédia ocorreu entre a noite de quinta-feira (8) e a madrugada de sexta-feira (9), mas o balanço atualizado foi divulgado neste domingo (11).

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), a embarcação transportava 305 pessoas quando virou nas proximidades de Guhere, ao norte da cidade portuária de Obock.

Entre os mortos estão pelo menos 15 crianças. Cerca de 82 pessoas sobreviveram ao naufrágio, conforme os dados divulgados pela organização.

Barco estava superlotado

A maioria dos passageiros era de origem etíope. De acordo com relatos de sobreviventes, a embarcação começou a inclinar para trás logo após as pessoas embarcarem.

Os migrantes tentavam atravessar o estreito de Bab el-Mandeb, entre a África e a Península Arábica, em direção ao Iêmen. Muitos seguem essa rota com a intenção de chegar posteriormente a países do Golfo em busca de trabalho e melhores condições de vida.

Buscas continuam

As autoridades locais mantêm as operações de busca e resgate para tentar localizar os desaparecidos. Equipes da OIM também prestam assistência emergencial aos sobreviventes.

A organização alerta que a chamada Rota Oriental é marcada por riscos, como naufrágios, tráfico de pessoas e violência contra migrantes. Em 2025, mais de 900 pessoas morreram ou desapareceram durante travessias nessa rota.

Fonte: Estado de Minas, com informações da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

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