‘Nos toca a alma’, declara comandante da PMMG sobre morte de mulheres por violência doméstica
A comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Cleide Barcelos, afirmou que os casos de mulheres assassinadas em contexto de violência doméstica “tocam a alma” da corporação e reforçam o compromisso da instituição no enfrentamento a esse tipo de crime. A declaração foi feita nesta quarta-feira (22), durante o velório da capitã Michele Leão Azevedo, morta em um caso investigado como feminicídio.
Emocionada, a comandante destacou que a perda da oficial representa também a dor de todas as vítimas da violência contra a mulher.
“Nos meus 29 anos de Polícia Militar e aproximadamente dois meses no comando da instituição, aprendi uma coisa: não existe nada mais triste do que a perda de uma mulher. A morte da capitã Michele, e de todas as outras mulheres em virtude da violência doméstica e familiar, nos toca a alma”, declarou.
Cleide Barcelos ressaltou que a PMMG seguirá intensificando as ações de prevenção, acolhimento às vítimas e combate ao feminicídio, reforçando que a população pode confiar no trabalho da corporação para proteger as mulheres e as famílias mineiras.
A manifestação ocorreu em meio à repercussão da morte da capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos. O principal suspeito é o companheiro da vítima, um sargento da própria Polícia Militar, preso em flagrante e investigado por feminicídio.

