Presidente da Petrobras descarta reajuste imediato nos combustíveis com guerra no Irã
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta sexta-feira (6) que não vai haver um reajuste imediato no preço dos combustíveis, uma vez que a estatal ainda analisa o cenário de volatilidade da guerra no Oriente Médio para o petróleo
. O barril do tipo Brent disparou mais de 8% no pregão e atingiu US$ 92,51, o maior valor desde 2024, enquanto o barril WTI sobe 11,6% a US$ 90,46.
Em conversa com analistas para explicar o financeiro da Petrobras em 2025, a executiva disse que, no momento, ainda se pergunta qual a tendência dos preços e se a alta é uma pico momentâneo. “Esta pergunta ainda não está respondida”, disse.
Magda Chambriard explicou que o repasse dos preços deve ocorrer em caso de alta contínua e duradoura dos preços do petróleo. “Mas, nesse momento, a gente ainda não tem certeza dessa premissa”, ressaltou a presidente da Petrobras.
Em nota divulgada na segunda-feira (2), diante da escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a Petrobras informou que possui rotas alternativas à região e ao Estreito de Ormuz, onde 20% do comércio mundial de petróleo e gás passa. A estatal afirmou que seus fluxos de importação são majoritariamente fora da região e as poucas rotas podem se redirecionadas.
Segundo relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), desenvolvido em parceria com a StoneX Brasil. O diesel vendido pela estatal está com uma defasagem média de R$ 2,07 por litro, enquanto a defasagem na gasolina é de R$ 0,69 por litro nos polos da Petrobras.
A empresa encerrou a política de paridade internacional de preços em 2023, no início do terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e na gestão de Jean Paul Prates. Pela regra anterior, as oscilações de preço no mercado internacional eram automaticamente reajustadas no mercado nacional.
Na época, a estatal informou que os reajustes continuarão sendo feitos sem periodicidade definida, evitando repasses para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

