Protestos na França deixam um morto, mais de 500 policiais feridos e cerca de 1.800 presos
A França enfrenta uma onda de tensão após manifestações realizadas no sábado (17) contra o aumento do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. Os atos terminaram em episódios de violência, com um manifestante morto, mais de 500 policiais feridos e cerca de 1.800 pessoas detidas em todo o país, segundo informações das autoridades francesas.
Mais de 500 mil pessoas participaram das mobilizações em dezenas de cidades. Embora grande parte dos atos tenha ocorrido pacificamente, grupos violentos entraram em confronto com as forças de segurança, saquearam estabelecimentos comerciais e danificaram prédios públicos.
Em Paris, um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos. Na capital, foram registradas 855 prisões, número considerado recorde pelas autoridades locais.
Prefeitura é incendiada e lojas são saqueadas
Um dos episódios mais graves ocorreu em Limoges, onde a sede da prefeitura foi incendiada e parcialmente destruída. O fogo atingiu o prédio histórico, construído há 143 anos, e provocou o desabamento de parte de sua estrutura.
Em outras cidades, estabelecimentos comerciais foram saqueados e veículos danificados. Em Bordeaux, autoridades relataram invasões e saques a lojas, enquanto equipes municipais iniciaram trabalhos de limpeza e recuperação das áreas atingidas.
A rede Carrefour também registrou prejuízos. Segundo seu presidente-executivo, 50 lojas foram danificadas, sendo 20 saqueadas. As perdas podem chegar a dezenas de milhões de euros.
Insatisfação com preços e serviços públicos
Os protestos começaram no mês passado, motivados por problemas nas escolas e pela falta de professores em bairros populares. Com o passar das semanas, a mobilização ganhou força e passou a reunir diferentes setores insatisfeitos com a desigualdade, os cortes nos gastos públicos e o aumento do custo de vida.
O movimento ampliou a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron e seu governo, em um cenário de preparação para a eleição presidencial prevista para 2027.
Diante da dimensão dos confrontos, o governo prometeu medidas de apoio aos comerciantes prejudicados e afirmou que os responsáveis por atos de vandalismo e saques serão responsabilizados.
Fonte: Estado de Minas, Reuters e Folhapress.

