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Queimadas deixam meio milhão de clientes da Cemig sem luz em Minas

Nada menos que 536 mil mineiros ficaram sem luz em 2025 por conta de queimadas na área de concessão da Cemig. Segundo a estatal, 769 ocorrências foram registradas no sistema elétrico no ano passado. O alerta para incêndios em vegetações começa a ganhar força da ausência de chuvas nesta época do ano.

Os números informados pela Cemig mostram que só na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foram 124 ocorrências prejudicaram o fornecimento de energia para 64 mil clientes. Já neste ano, até abril, foram 12 interrupções no serviço, que afetaram o fornecimento de energia para quase 5 mil unidades consumidoras da companhia.

Um incêndio pode causar vários danos à rede elétrica e trazer prejuízos à população, podendo deixar hospitais, comércios e escolas sem o fornecimento de energia elétrica. É o que explica Ramon Cavalini Furiati, gerente do Centro de Operação da Distribuição da Cemig.

“Vários equipamentos – como postes, cabos e torres – podem ser danificados pelas chamas e isso torna o restabelecimento do serviço mais demorado, o que pode trazer transtornos para os clientes das distribuidoras de energia elétrica. Além disso, o volume alto de fumaça pode trazer sérios danos à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns”, comenta.

Em Minas, fazer queimada pode ser considerado crime e levar a pessoa responsável à prisão. 

Grande parte dos focos de incêndio é causada por ação humana

As autoridades em Minas reforçam que grande parte dos focos de incêndio é causada por ação humana. “Por isso, é importante que as pessoas se conscientizem dos impactos causados por suas ações, pensem de forma coletiva e evitem dar início a focos de incêndio que podem tomar grandes proporções e causar muitos estragos, especialmente nesta época do ano, caracterizada por baixa umidade e vegetação seca”, reforça o gerente da Cemig.

Algumas medidas simples podem ser tomadas pela população para conter os riscos como, por exemplo, apagar com água o resto do fogo em acampamentos, para evitar que o vento leve as brasas para a mata, além de não jogar pontas de cigarros acesas na estrada ou em áreas rurais. 

Outra atitude consciente é não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em áreas com vegetação, porque esses materiais podem criar focos de incêndio. Também é preciso estar atento às restrições para a prática de queimadas, mesmo quando permitidas por lei: não devem ser realizadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. A Cemig lembra, ainda, que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais.       

Um dos fatores que prejudicam a atuação da Cemig é a dificuldade em chegar ao local da ocorrência para fazer o reparo. “Geralmente, são locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Além disso, levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais complexa a manutenção das redes danificadas pelas queimadas”, destaca Ramon.

Medidas de segurança e atuação contra incêndios florestais

Na tentativa de minimizar ocorrências deste tipo em sua área de concessão, a Cemig informa que realiza ações preventivas, investindo na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos, além da remoção da vegetação ao redor dos postes e torres. A companhia também realiza inspeções em suas linhas de transmissão, para identificar e mitigar riscos potenciais e tentar evitar ocorrências causadas por queimadas. 

* Com informações da Agência Minas

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