PEÇA SUA MUSICA

Servidora do DER-MG é presa suspeita de favorecer loteadora e receber imóvel de R$ 1,5 milhão

Uma servidora do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) foi presa preventivamente nesta quinta-feira (15), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, durante uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Polícia Militar. Ela é investigada por suspeita de favorecer uma empresa do setor imobiliário e receber vantagens relacionadas a um imóvel avaliado em R$ 1,5 milhão.

Segundo o Ministério Público, a investigação envolve um empreendimento imobiliário cuja empresa responsável tinha a obrigação de construir um trevo na rodovia LMG-503. Como a obra não foi concluída dentro do prazo previsto, a Prefeitura de Uberlândia recorreu à Justiça para exigir o cumprimento da obrigação.

Documento é alvo da investigação

De acordo com as apurações, em outubro de 2023, a servidora assinou um ofício que conferia aparência de regularidade a um projeto alternativo de acesso à rodovia, embora a proposta ainda não tivesse sido aprovada pelo DER-MG.

No dia seguinte, a empresa apresentou o documento durante uma audiência judicial. Conforme o MPMG, o ofício serviu de base para um acordo que modificou a obrigação viária originalmente estabelecida.

Imóvel de R$ 1,5 milhão

As investigações também apontam que a servidora adquiriu, em 2024, um imóvel avaliado em R$ 1,5 milhão em um condomínio do mesmo grupo empresarial. Parte da dívida referente à compra teria sido quitada por empresas ligadas à loteadora.

O Ministério Público afirma ainda que, após solicitar a íntegra dos processos administrativos relacionados ao caso, em junho de 2026, recebeu apenas parte da documentação. A investigação aponta que o envio incompleto teria sido determinado pela própria servidora.

Além da prisão preventiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência da investigada, e o computador funcional utilizado por ela no órgão foi apreendido.

A Justiça determinou medidas para preservar documentos, contas, e-mails e arquivos institucionais relacionados à apuração.

A servidora é investigada por suspeitas de corrupção, falsidade ideológica, sonegação de documento e advocacia administrativa. As suspeitas ainda serão apuradas no decorrer do processo.

O Tempo

Banner-Basis-Tech