Novos pedágios em rodovias de MG geram revolta entre motoristas
A implementação de novas praças de pedágio em estradas de Minas Gerais tem provocado forte indignação e reclamações entre os condutores. O descontentamento central se deve à alta concentração de pontos de cobrança eletrônica previstos para um trecho de apenas 190 quilômetros, ligando a Região Metropolitana de Belo Horizonte à cidade de Rio Casca, localizada na Zona da Mata.
Usuários e moradores das regiões afetadas manifestaram forte insatisfação nas redes sociais, classificando como abusiva a instalação de quatro cobranças em um percurso tão curto. Muitos argumentam que a população local, já penalizada pelos impactos históricos da atividade minerária nas vias e comunidades da região, acaba sendo novamente sobrecarregada financeiramente pelo direito de se deslocar diariamente.
O trecho em questão passou a ser gerido pela concessionária Via Liberdade por meio de uma concessão privada com duração de 30 anos, assinada no início de 2026. O contrato estabelece um investimento privado de aproximadamente R$ 5 bilhões destinados à melhoria e manutenção da infraestrutura viária da região. Essa privatização faz parte do Acordo de Reparação do Rio Doce, uma medida compensatória decorrente do desastre ambiental provocado pela barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido no ano de 2015.
Os motoristas que trafegarem pelas rodovias administradas pela empresa encontrarão pórticos instalados na BR-356, distribuídos nos trechos que vão do entroncamento com a BR-040 até o km 66, e dali até o município de Mariana. A cobrança também ocorrerá na MG-262, na intersecção com as rodovias MG-329 e MG-129, além da própria MG-329, entre as conexões da BR-262 e da MG-262. O valor de referência estipulado em contrato para carros e caminhonetes é de R$ 5,58, quantia que ainda deve sofrer reajustes monetários anuais baseados na inflação oficial.

